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Um mês para não ser esquecido

  • Foto do escritor: Mário Maurici
    Mário Maurici
  • 5 de mar.
  • 2 min de leitura

Que o 11 de setembro seja o farol da nossa memória coletiva, um símbolo da luta pela vida


Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília onde cumpre prisão domiciliar
Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília onde cumpre prisão domiciliar - 03/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

Setembro de 2025 é um daqueles meses que deixam sua marca na história. No dia 11, o STF condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão pela sua participação na tentativa frustrada de golpe para se perpetuar no poder, mesmo depois de perder as eleições no voto popular.


Lavamos a alma ao ver, pela primeira vez, um ex-presidente e militares de alta patente serem responsabilizados em um tribunal civil por crimes contra a democracia. Para quem viveu os anos de chumbo da Ditadura Militar, é como ver antigos fantasmas serem exorcizados em praça pública.


Como já era de se esperar, a extrema direita esperneou e tentou aplicar um golpe em cima do próprio golpe, transformando em boia de salvação uma proposta esdrúxula de anistia ampla, geral e irrestrita, que livrava seus pares das condenações e de crimes que poderiam ser a eles imputados no futuro.


A resposta para esse pedido de cheque em branco veio das ruas. Em 21 de Setembro, dez dias depois da condenação de Bolsonaro e sua trupe, milhares de pessoas se mobilizaram por todo o país para dizer um grande NÃO! a qualquer tipo de barganha.

O Centrão, que se move ao sabor do vento, ouviu o recado em alto e bom som. Sentiu o baque e se viu obrigado a recuar. Era a esquerda de volta às ruas, com uma força que trouxe à memória velhos tempos.


Em setembro, tivemos ainda um pedido de impeachment de Tarcísio de Freitas e vimos a imagem do governador de São Paulo derreter ao se mostrar igual à Bolsonaro.


Já o presidente Lula fez um discurso histórico na ONU. Tão bom que até Donald Trump reconheceu que ambos tiveram uma “excelente química” e que Lula lhe pareceu “um homem muito agradável”. Imagino as lágrimas do bolsonarismo ao ouvir isso. 


Eu não tenho dúvidas de que este setembro de 2025 foi um mês mágico. E quando já parecia muito, veio a faísca de genialidade. Em meio a essa série de acontecimentos, me deparei com o brilhantismo do neurocientista Miguel Nicolelis.


Ele, que ganhou fama mundial com seus estudos sobre o controle de máquinas a partir de sinais neurais, apresentou uma proposta que considero digna das conquistas deste mês. Em suas redes sociais, Nicolelis sugere que o 11 de setembro seja reconhecido como um Dia em Homenagem às Vítimas da Pandemia de Covid-19.


A escolha do dia tem razão de ser e não foi fruto do acaso. Essa é a data em que a Justiça finalmente alcançou Bolsonaro. Da mesma forma como também seria legítima uma sua condenação pela gestão temerária durante a maior crise sanitária que o mundo já enfrentou em sua história moderna. Provavelmente seja essa a reparação que Nicolelis buscava quando lançou a sua ideia no ar.


Mário Maurici de Lima Morais é jornalista. Foi vereador e prefeito de Franco da Rocha, vice-presidente da EBC e presidente da Ceagesp. Atualmente, é deputado estadual em São Paulo.

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